Desfazendo mitos: as proteínas

 

As proteínas não desempenham o papel benéfico exclusivo que as pessoas imaginam e nem ainda aquele que os assim chamados especialistas insistem em afirmar. Há uma relação comprovada entre o consumo de alimentos protéicos concentrados e a hipertensão, doenças circulatórias e cardíacas, câncer, artrite, osteosporose, gota, úlcera, entre outros distúrbios sérios da saúde.

As proteínas são substâncias bastante complexas e os processos de digestão e assimilação não são nada simples. Quando comparamos dois grupos alimentares, as frutas são as de mais fácil digestão e as proteínas as mais difíceis. A quantidade de energia necessária para digerir as proteínas e o tempo exigido é sempre maior do que todos os outros grupos alimentares. O tempo médio para que os alimentos atravessem o trato digestivo, com a exceção das frutas, é de 25 horas. No caso das proteínas, é o dobro deste tempo. São estes fatos que podem levar a ingestão de proteínas concentradas consumirem grandes quantidades de energia e a dificultar a eliminação de resíduos tóxicos.

Em geral, é desconhecido o fato de que o excesso de proteínas é mais perigoso do que a carência delas. Há, ainda hoje, grande controvérsia sobre qual a quantidade de proteínas uma pessoa deve ingerir. Por outro lado, é seguro afirmar que não precisamos de tanta proteína como em geral se preconiza. É necessário saber que o corpo recicla até 70% de seu resíduo protéico, portanto, há reuso positivo de proteínas. Por outro lado, o corpo só descarta por volta de 23 g. de proteína por dia. Isto significa que com pouco mais de meio quilo de proteína por mês teríamos toda a nossa necessidade protéica suprida. Entre 30 a 50g de proteína diária qualquer pessoa, sob quaisquer condições, estaria adequadamente nutrida de proteínas. Tudo o que excede a isto representa uma carga enorme para o organismo levando a intoxicação, enfraquecimento, aumento de peso, entre outros graves problemas de saúde.

Quando a capacidade digestiva é ultrapassada aqueles alimentos que não puderam ser processados são tóxicos e precisarão ser eliminados com grande custo. O que não pode ser devidamente processado numa refeição jamais poderá ser aproveitado porque não pode voltar ao estômago e simplesmente deve ser descartado com grande e penoso esforço e, somente, quando o organismo dispuser de energia extra. Tudo isto significa que só há desvantagem em comer mais do que o corpo pode processar: o alimento se transformará em dejetos tóxicos e gordura, ou seja, em doença.

Assim, no que se refere às proteínas, a superalimentação deve ser sempre evitada. Como exemplo, durante o crescimento, numa das fases onde é necessária a maior quantidade de proteínas, 1/6 de um ovo por dia supriria a necessidade protéica para o desenvolvimento saudável. As dietas não raro preconizam 10 vezes mais proteínas do que seria adequado, o que é desastroso para a saúde: para o fígado, para os rins e para os ossos.