A Cura da Diabetes Tipo 1
A notícia de que a diabetes tipo 1 – aquela que o doente só pode sobreviver com insulina artificialmente aplicada – teria uma esperança de cura deve ser tomada com muita cautela. Como em todas as assim chamadas doenças verdadeiras, aquelas em que há uma lesão permanente e irreversível, este é o caso da diabetes tipo 1. Há vários aspectos a serem levados em conta:
1. É um experimento em animais, o que, geralmente, não pode ser simples e diretamente aplicado a humanos.
2. Os ratos tiveram seus pâncreas artificialmente danificados. No caso da diabetes humana, há algumas centenas de causas combinadas envolvidas para os danos no pâncreas para cada caso, o que implica vários níveis de lesão e, conseqüentemente, tratamentos de diferentes níveis, assim como possibilidades desiguais de recuperação.
3. Todos estes tratamentos são direcionados para as conseqüências das agressões à saúde que acabaram resultando na diabetes e não para as verdadeiras causas da enfermidade. Como em casos semelhantes, onde funções ou partes do organismo foram destruídas, o que se pode fazer de melhor é evitar chegar a este ponto. Portanto, o foco deve ser em manter a saúde e não em curar a doença. Porém, já é uma grande conquista que as pessoas que tiveram o seu pâncreas incapacitado de produzir a insulina possam receber a insulina de fora e viver.
4. A pesquisa séria das múltiplas e verdadeiras causas da diabetes tipo 1, que são, certamente, muito semelhantes às causas de todas as outras doenças humanas é a maior e a mais efetiva esperança de cura para a diabetes tipo 1 e para todas as outras enfermidades humanas.