Depressão se cura com...

 

A notícia veiculada em 26/02/2008 na mídia com fonte na BBC, em que a eficácia dos antidepressivos é questionada é uma clara advertência sobre a utilização ingênua de medicamentos para a solução de problemas de vida.

É importante se colocar em guarda contra a propaganda e a prescrição de produtos que prometem milagres, ou seja, a afirmação de que certas drogas teriam o poder de resolver problemas complexos que envolvem múltiplas variáveis. Em geral, a recuperação da saúde depende de uma mudança efetiva do doente e de análise e ações complexas por parte dos profissionais de saúde.

Superar certos problemas internos psíquicos não pode ser reduzido a tomar uma pílula e a promessa de que alguma droga faça isso ou, pior, que algum produto, em algum momento da história, possa mudar uma pessoa é ilusório. A afirmação indevida que por vezes se ouve de certos profissionais de saúde de que determinado sintoma só poderia ser resolvido com alguma droga específica também não é verdadeira. É muito pretencioso afirmar que há somente uma cura e que aquela cura está nas mãos de um determinado especialista que conhece a droga perfeita. Estas são posturas simplistas e capengas que devem ser evitadas.

A saúde é função de múltiplos fatores e jamais, jamais, de uma droga qualquer já descoberta ou, a ser num futuro próximo ou daqui a 1.000 anos. A busca apressada e pouco racional de soluções para os problemas que afligem as pessoas acabam por predispor ao doente entregar-se ao ilusionismo de que um produto x, y, ou z ou a um doutor que teria o poder de anular a lei da causa e efeito, ou seja, de impedir que determinados resultados sigam certas ações. Se alguém colocar o dedo no fogo certamente não adiantará tomar algum remédio para evitar a dor, menos ainda, se mantiver o dedo no fogo.

As assim chamadas depressões não têm um causa única e seus sintomas devem ser buscados primeiro na vida da pessoa e não numa suposta e questionável alteração química interna e menos ainda numa solução por um produto sintético. É bem possível que estes produtos não tenham todos aqueles efeitos bombásticos maravilhosos prometidos e que, em contrapartida, tenham outros sérios efeitos negativos, como aqueles que estão descritos em suas bulas e que deveriam ser levados a sério.

Fiquem de alerta contra as maravilhas da ciência que têm como objetivo altos lucros!