A Dengue Epidêmica

 

As autoridades médico-sanitárias do Rio afirmam que estão vivendo uma epidemia da doença.

Há uma corrida desesperada aos hospitais em face de qualquer sintoma que as pessoas supõem que possa ser a dengue. É necessário relembrar alguns fatos sobre esta assim chamada doença:

1. Somente 1% das pessoas que foram picadas por insetos contaminados desenvolvem, supostamente, a doença em suas várias formas, mais ou menos graves.

2. Não há tratamento específico para a doença, somente hidratação, o resto são paliativos questionáveis, já que para doenças causadas por vírus não há tratamentos efetivos.

3. Destes raros 1% que apresentam sintomas, uma porcentagem muito pequena pode adoecer mais gravemente (é o que dizem os especialistas)

4. A dengue é vista como uma doença, freqüentemente, benigna.

5. Todos os microorganismos só se desenvolvem quando há uma condição interna que suporte o seu desenvolvimento. Em um sangue saudável, limpo, o vírus não encontra condições para viver e prejudicar. Isto é válido para todas as doenças classificadas com “infecciosas”. Este, junto com outros fatores, é o verdadeiro motivo pelo qual somente algumas pessoas adoecem.

6. O diagnóstico da dengue não ajuda em nada no tratamento. A identificação positiva da contaminação é demorada e não muito exata. Nenhum médico pode dizer com certeza e de imediato que os sintomas são da dengue até que os exames estejam a sua disposição

7. Ainda hoje não se esclareceu positivamente a ação do vírus no organismo humano

Destas pessoas que estão apavoradas precipitando-se aos hospitais temendo pela vida de seus filhos ou da própria, certamente raros são aqueles que estão realmente enfermos por causa do vírus da dengue. A grande maioria está simplesmente resfriada ou com algum outro sintoma do que chamam hoje de “viroses”. Há freqüentemente um risco tão grande em cuidar-se em casa quanto aquele de ficar esperando por socorro, em pânico, em hospitais apinhados de pessoas doentes e de profissionais exaustos e querendo eliminar, a qualquer custo, os sintomas. Medicar nesta hora representa um perigo muito grande de complicações graves – por causa dos efeitos do medo e das medicações neste estado fragilizado.

A prevenção da doença passa pelos cuidados sanitários e também, e mais ainda, pelos cuidados pessoais de higiene, ou seja, de um modo de vida saudável.