A Febre
O organismo humano só pode viver em um estreito intervalo de temperatura, entre 35 a 42 °C. Se imaginamos que a temperatura no deserto pode facilmente variar de 0 a 50 °C em 24h, teremos um quadro realista do esforço que o nosso corpo precisa fazer para manter-se dentro de níveis que o mantenham saudável e, vivo!
Independente das condições de clima, o corpo executa milhões de funções ao mesmo tempo para equilibrar e harmonizar todo meio interno, com o objetivo explícito de manter a vida e a saúde. Ele faz isso automaticamente, com perfeição e em detrimento de nossa vontade, sempre no sentido de preservar-nos.
Quando é necessário, a temperatura pode elevar-se no que chamamos febre – acima de 37 °C até 42 °C. A febre é uma função involuntária de equilíbrio para resistir ou expelir uma substância tóxica ou reparar danos. Esta é uma expressão do poder de cura do corpo. Em geral, a febre não representa nenhum risco para a saúde e para a vida, mas é um fator de recuperação da saúde, da vitalidade e do bem estar.
Interferir com as funções naturais de cura – as únicas verdadeiras – sempre provoca mais dano do que qualquer bem. Tentar suprimir a febre com algum meio artificial é perigoso e prejudicial. O conceito de que febre alta é um risco à vida é mais um daqueles mitos sem fundamento.
Quando há febre algumas providências são necessárias para que o processo seja benéfico. Alimentar-se num estado febril é um erro absoluto – há total incapacidade digestiva durante a febre. Todo alimento ingerido neste estado irá fermentar e deteriorar causando sérios problemas de saúde. Tomar qualquer droga é um outro erro. O corpo sabe muito bem o que está fazendo, ele não é suicida. Não precisamos temer que a febre aumentará até matar-nos. Isto só ocorrerá se houver uma interferência desastrada e incorreta. Repousar em lugar fresco e arejado, bebendo água á vontade e nada mais, é suficiente para que a febre produza todo o benefício de curar-nos. A febre não é a doença a ser curada, mas o meio correto de elimina-la.
O Dr. Felix Oswald, prêmio Nobel de Medicina, nos ensina assim: “Corretamente interpretado os sintomas externos de doença constituem um processo restaurador que não podem ser conduzidos a um fim satisfatório até que a causa do mal seja removida”.