Alimentos e Venenos

 

Os venenos mais perigosos são aqueles que estão disfarçados sob a aparência de alimentos e de medicamentos. Para preservar a saúde pode ser útil saber diferenciar os venenos dos verdadeiros alimentos.

É bom lembrar que a grande maioria dos venenos não mata imediatamente, e nem mesmo produz sintomas de envenenamento. O contato e a ingestão de venenos pode passar desapercebido até que seja tarde demais.

Não devemos desprezar os nossos instintos, mas dar-lhes a atenção devida. Infelizmente, para o nosso prejuízo, com a tecnologia disponível é possível transformar os venenos na forma de alimentos e remédios em coisas atrativas para os olhos, para o paladar e para o olfato.

A maioria dos produtos tóxicos são imediatamente rejeitados pelo seu cheiro, pelo seu gosto horrível e nauseante e, quando temos informação, mesmo que tenham sido camuflados, sabemos que não devem ser ingeridos e que devemos ficar bem longe deles.

Uma definição precisa do que é alimento e do que é veneno pode ajudar muito na preservação da vida e da saúde. Corretamente definido, o alimento é qualquer substância que pode ser transformada em estrutura viva. O veneno, por outro lado, é qualquer coisa que não pode ser transformada em estrutura viva.

Independente da forma, cheiro e gosto, se alguma coisa não puder ser transformada em nosso tecido vivo, em sangue, em ossos, em carne, será um veneno. Portanto, uma coisa é um veneno por sua qualidade e não por sua quantidade. Uma determinada coisa não se torna veneno porque foi ingerida em excesso, ela sempre será um veneno, mesmo que não o mate na hora ou produza reações imediatas. Quando alguma coisa tem efeitos adversos, reações indesejáveis e é reconhecidamente tóxica, é um veneno, mesmo que a chamem “medicamento”.

Para o nosso organismo, o que não pode ser usado, deverá ser rejeitado. Assim, tudo o que não pode ser apropriado como alimento e transformado em matéria viva e energia de vida, deve e será expelido como veneno – mesmo que para isso o corpo deva sofrer intensamente.

As coisas são venenos porque são inúteis e, em seguida, porque são quimicamente incompatíveis com a matéria viva e fisiologicamente incompatíveis com as funções do corpo.

O fato de alguém regularmente fazer uso de venenos e não morrer ao ingeri-los não os torna uma coisa útil. Haverá, inexoravelmente, danos irreparáveis para o organismo. A idéia de que alguém se “adapta” a estas coisas é falsa, porque o organismo sofrerá mudanças funcionais e lesões para resistir, com vida, a esta agressão.

A tolerância a uma tal droga impedirá a pessoa a sentir seus efeitos desagradáveis e ela poderá até mesmo sentir um bem estar, força e alívio para suas dores e angústias quando ingeri-lo. Ela estará, então, literalmente, viciada – dependente daquele veneno. O que não o torna, de nenhuma maneira, em algo bom para a saúde.

Neste sentido, todas as drogas são venenos e os médicos têm total responsabilidade sobre o seu uso e efeitos. Alguns alimentos quando precisam de qualquer conservação artificial, química e quando precisam ser manipulados pelo cozimento e “temperados” para poder ser ingeridos, também devem ser vistos como um risco para a saúde.