A conquista da longevidade
Viver mais e melhor é um sonho e uma meta para todos os humanos. O encurtamento da vida, as limitações do envelhecimento são uma condenação que todos querem evitar. A presunção de que nunca vivemos tanto e tão bem é um mito. O passado distante e o mais recente nos trazem vários indícios que vários de nossos ancestrais viveram muito mais do que podemos sonhar hoje e, ainda, melhor do que nós vivemos hoje.
A arrogância e o orgulho do homem moderno cegaram-o para os ensinamentos do passado e condenou-o a olhar para a sua época como a melhor e a imaginar que o futuro será paradisíaco apoiado nas suas conquistas e descobertas. É inegável que conseguimos amenizar algumas conseqüências da decadência da saúde e da morte precoce. Vivemos mais e melhor do que os nossos antepassados recentes – dos últimos poucos séculos, principalmente quando focamos sobre a Idade Média.
Entretanto, registros de longevidade e de excelente saúde de povos inteiros são freqüentes entre os Hunzas, os Pelasgianos e muitos exemplos de pessoas que ultrapassaram em muito os 120, 150 anos. Heródoto de Halicarnasso relatou: “Os mais longevos habitantes da Grécia, os Pelasgianos... vivam em locais que estavam cheios de laranjais. Os habitantes de Lokemanos com sua dieta de tâmaras e sucos doces de laranja viviam em média para mais de 200 anos”. Plutarco: “Os Gregos antigos, antes do tempo de Licurgo, comiam nada além de frutas”. Muitos outros historiadores antigos repetiram as mesmas afirmações.
Os modernos têm a tendência de desdenhar os registros antigos e só acreditar nos testemunhos de sua lavra. Alguns exemplos destes super longevos nos ajudarão a entender melhor que a humanidade vive hoje muito pouco. Calcas, um peruano, chegou aos 140 anos em 1761; Pari, um chileno, atingiu 143 anos; Louise Truxo morreu em 1780 com 175 anos; José Moreira e Sabina Lemos, brasileiros, atingiram 115 anos. Há várias centenas de pessoas que passaram em muito os 150 anos com excelente saúde.
Todas essas pessoas tinham em comum paz interior, um modo de vida simples, alimentação absolutamente natural e, geral, só de frutas e verduras, eram todos muito sóbrios, jejuavam freqüentemente, dormiam cedo e levantavam cedo, não poupavam seus corpos de trabalhos pesados, viveram em locais onde o ar puro, água pura e sol faziam parte do seu dia.