Enxaqueca
Dores de cabeça latejantes, em geral em um só lado do crânio acompanhadas ou não de outros sintomas, como náuseas, vômito, hipersensibilidade a luz e a ruídos, costumam ser chamados de enxaqueca.
São atribuídas muitas causas a enxaqueca e muitos tratamentos paliativos recomendados. Classicamente, entre as causas acusa-se a herança genética, sensibilidade a mudanças hormonais (como no ciclo hormonal feminino), cheiros fortes, alguns produtos alimentícios e aditivos químicos, alterações do sono, cansaço, estresse, etc. A lista é quase infinita. Os tratamentos preventivos e curativos geralmente estão apoiados em medicamentos.
Durante minha prática terapêutica já consultei sofredores (as) que tomavam até oito medicamentos por dia sem que isso garantisse que não sofressem crises. Em geral, após algum tempo, as crises tendiam a piorar e a pessoa se sentia intoxicada.
As dores podem ser controladas com medicamentos? A resposta é, em geral, sim. Mas, sempre tem um mas, há conseqüências adversas. Crises repetitivas e até diárias podem chegar a incapacitar o doente. E, os tratamentos trazem vários problemas de insegurança, dependência e não são completamente seguros: todos intoxicam pesadamente.
Fugir de dores fortes que nos assaltam com freqüência pode nos levar a aceitar tratamentos experimentais (o que é freqüente) e com drogas bastante perigosas. A automedicação é a pior opção, mas o tratamento medicamentoso não é a melhor escolha também.
Em toda a minha experiência de 35 anos de cuidados em saúde sempre a opção de uma desintoxicação e mudança de alguns hábitos teve um efeito muito positivo e em 80% dos casos resolveu para sempre o problema
A hipersensibilidade a cheiros, medicamentos, hormônios, estresse, entre outros fatores, são a “gota d’água”. O doente já está muito alterado em seu equilíbrio e estes fatores considerados causais é somente aquele empurrão que leva a queda na crise. Enxaquecas têm cura desde que aceitemos pagar o preço da mudança.