Câncer e anticoncepcionais
Os anticoncepcionais hormonais (progesterona e estrógenos sintéticos) têm sido acusados como um dos fatores de aumento de casos de câncer. As pesquisas não revelaram dados conclusivos. Algumas delas indicam que as pílulas anticoncepcionais aumentam o risco de câncer e, outras que, ao contrário, seriam uma proteção extra contra os tumores.
Os hormônios são substâncias muito potentes, fundamentais para o funcionamento de todo o organismo. Uma pequena quantidade de hormônio no momento certo provocará mudanças enormes em toda a fisiologia e mesmo nas formas do corpo. Interferir na fisiologia não é sem conseqüências. Quando uma mulher ingere hormônios com o objetivo de impedir uma concepção estará alterando o funcionamento de todo o seu corpo e mente.
É importante que o uso de hormônios com fins anticoncepcionais seja feito com consciência. O uso prolongado e contínuo leva a um aumento dos riscos. A combinação de fatores pessoais e de certas substâncias pode potencializar os efeitos negativos. Medicamentos vasoconstritores, cigarro e café somados aos hormônios são fatores reais de isquemias cerebrais em mulheres.
Estados toxêmicos e hormônios predisporiam a formação de tumores. Parece que os hormônios sintéticos por si só não são os causadores de câncer. Mas, os hormônios, por seu potencial mobilizador de todas as funções, impediriam a eliminação de toxinas – o que seria a causa da formação tumoral – por uma impregnação do corpo com toxinas perigosas.
Os hormônios sintéticos para fins anticoncepcionais são medicamentos e, assim sendo, precisam de um acompanhamento contínuo e rigoroso do médico.