Cobaias humanas
Apesar do código de defesa do consumidor estabelecer que um produto ou serviço não deva (e não pode) oferecer risco à saúde e segurança do consumidor, medicamentos e procedimentos oficiais de terapêuticas em saúde continuam a atentar contra a vida. O Estado determina algumas regras para permitir que um produto, profissional ou procedimento possa ser empregado para “tratar doenças”.
Todos os anos centenas de produtos medicinais são retirados de circulação e tantos outros entram no mercado. Neste processo de liberação e proibição as pessoas são usadas como cobaias dos laboratórios e dos profissionais que testam seus produtos com a chancela das regras (frouxas) do Estado. Recentemente, o medicamento Prexige da Novartis teve o seu uso interditado no Estado de São Paulo - já tendo anteriormente sido proibido na maior parte do mundo.
Os dramas de quem fez uso de substâncias prejudiciais e extremamente perigosas, por meses, anos e décadas e ficou com seqüelas permanentes ou, morreu são incontáveis. A farmacodinâmica não é uma ciência exata. Há um risco grande e impossível de ser calculado. Avisar, advertir, descrever os efeitos e riscos na bula não diminui em nada os prejuízos certos de quem faz uso prescrito desses produtos danosos.
A idéia de que a suposta cura ou alívio dos sintomas justificaria os danos e o risco de fazer uso destes produtos tóxicos precisa ser mais bem discutido. O fato de um produto ter sido liberado para uso, pelo Estado, não o transforma em algo seguro e benéfico. Os laboratórios e os profissionais que os empregam ganham dinheiro com seu uso pelas pessoas – o que os desclassifica como juízes. Cabe ao Estado a maior responsabilidade pelos danos a saúde da população. O Estado recebe impostos e, assim, libera, a sua comercialização em troca de dinheiro o que também, os deixa em situação de suspeição.
Será que precisamos nos envenenar para ter saúde? Há algum outro meio de cuidar da saúde e de recuperá-la sem ficar inválido ou morrer tentando curar-se? A resposta a estas questões é positiva. Atualmente as pessoas se submetem ao método de cura mais perigoso e ineficaz. Estamos longe de reconhecer que este não é o melhor caminho e que a solução está mais ao alcance de nossa mão do que imaginamos.