Infecção hospitalar
A assim chamada infecção hospitalar é tida como um problema sério para aqueles que precisam recorrer a alguma intervenção com hospitalização. Mesmo que as autoridades sanitárias reconheçam que “grande parte das infecções hospitalares seja de origem endógena e, portanto de difícil prevenção é considerável o número de infecções deste tipo que podem ser evitadas”.
Calcula-se que acima de 10% de todos os pacientes internados contraem alguma infecção. Este é um fator importante de aumento substancial de custos dos serviços hospitalares. A idéia tradicional por trás das palavras contrair e infecção são de uma doença que envolve microorganismos – bactérias, fungos, vírus e protozoários – que penetram o organismo de uma fonte externa, portanto, exógenos, e se multiplicam causando a doença.
No caso das infecções hospitalares, algum procedimento ou, o próprio ambiente, seria a causa da infecção. Nomes como Florence Nightingale, uma enfermeira que teve uma atuação excepcional em sua época, Ignácio Semmelweis e Pasteur foram importantes para muitos procedimentos de segurança que ainda hoje são adotados.
Limpeza e cuidados higiênicos são fundamentais quando há ferimentos e outras intervenções em que o meio interno do doente fica exposto. Limpeza em tudo é importante, mas há uma séria confusão entre limpeza e esterelização. Pasteur sedimentou na mente dos profissionais de saúde o conceito de que as doenças são causadas por microorganismos de origem externa ao organismo e que esterelizar, “pasteurizar”, seria a solução para todos os problemas – o que ainda hoje determina os procedimentos em saúde
O fato que os microorganismos são em sua maior parte de origem endógena, portanto, nascendo dentro do organismo, anula completamente este temor de sermos atacados por esses seres invisíveis, mas nos alerta para a possibilidade que sob certas condições, podemos ser literalmente tomados por vírus, bactérias e fungos. Quais são as condições que predispõem para as assim chamadas infecções?
Por mais que se esterelize os micróbios teimam em aparecer e a voltar a “atacar” os doentes. Ora, quando o meio interno do doente está alterado, enfraquecido, sujo - bactérias, vírus e outros seres microscópicos estarão presentes não importa quanta limpeza externa há ou, quanto de antibióticos sejam introduzidos no corpo do paciente para matar os supostos invasores.
Alimentar, principalmente à força, os pacientes em hospitais é um dos principais fatores da famosa e temida infecção hospitalar. Quando alimentamos alguém que está seriamente doente ou que passou por uma intervenção, o resultado será, certamente, uma predisposição às infecções. Naquelas condições alteradas de saúde não há digestão e os alimentos ingeridos ou introduzidos no organismo precisarão ser digeridos por estes seres microscópicos.
Ao lado dos cuidados de higiene externa são igualmente fundamentais os cuidados de higiene interna, sistematicamente ignorados e desprezados por aqueles que se preocupam a só combater os micróbios.