Células tronco embrionárias: o que há por trás do frenesi
A aprovação das pesquisas com células tronco embrionárias pela alta corte de justiça brasileira teve como foco principal a questão ética – o que é muito correto. O problema é que há questões que deveriam anteceder esta discussão que, à semelhança de outras pesquisas, também não são discutidas e nem sequer sonhadas.
Começa que quando a discussão sobre se é lícito usar embriões é colocada já se dá por certo que a pesquisa levará a algum benefício muito importante para a solução de problemas de saúde que, de outra maneira, não seriam resolvidos. Ou seja, acredita-se também que a palavra dos pesquisadores é sempre uma palavra verdadeira e boa – como seria a do sacerdote. Ora, é justamente isto que deveria ser questionado: por que gastar milhões e envolver a vida e a morte para pesquisas que, a exemplo de muitas outras da área, são uma miragem?
Há uma crença, uma fé cega naquilo que, equivocadamente, tem sido chamado ciência. Se um doutor afirmar algo, as pessoas em geral tendem a acreditar. Isto está mais para religião dogmática. Isto se deve ao fato das pessoas não poderem entender o que está por trás de todo este teatro – há uma linguagem inacessível ao leigo nesta assim chamada “ciência” e, manipulações técnicas impossíveis de serem acompanhadas. O resultado é uma hipnose coletiva. As conquistas, curas fantásticas e os milagres da ciência tem sido decepcionantes. É uma parafernália de alto custo com resultados muito pobres.
Enquanto o objetivo continuar sendo tratar a doença, os sintomas e ignorar as verdadeiras causas e o que é realmente importante para a saúde, continuaremos a ter fé em pesquisas e soluções além do alcance de nossa compreensão. A verdadeira ciência é aquela que podemos entender e aplicar nós mesmos. Qualquer coisa além disso pode bem ser usada para enganar, mesmo que tenha o título pomposo de ciência.