A doença não é um processo destrutivo

 

A doença seria um processo destrutivo. Esta crença medieval quase universal é um hipnótico poderoso que obriga a busca frenética por cura o que, finalmente, prejudica mais ainda a saúde.

Ao acreditar que a doença é uma entidade com a capacidade e objetivo de destruir a vida, passamos a tratar os sintomas das assim chamadas “doenças” como inimigos a serem aniquilados. Lançamos mão de recursos extraordinários: chamamos os doutores, tomamos remédios, nos submetemos a cirurgias, e passamos por exames – porque imaginamos que estes recursos seriam imprescindíveis para interromper a doença.

O que chamamos “doença” é, na verdade, um esforço remediante do organismo vivo. A assim chamada doença não é o inimigo, mas a ação natural e necessária à cura, a auto cura. Assim, a doença não deve ser suprimida com qualquer ação externa, e principalmente, com recursos artificiais, estranhos a fisiologia e a biologia humana.

A primeira conseqüência salutar de saber que a doença não é um processo destrutivo é que deixamos de temer as manifestações desagradáveis, as dores, as febres, as tosses, etc. Logo, também compreendemos que o que chamados “doença” já é, de alguma maneira, a cura. Quando sabemos como nos comportar diante dos sintomas, os processos de recuperação se resolvem da melhor maneira.